Procedimento estará disponível entre segunda-feira (24) e sexta (28) e permite o cruzamento do material genético com bancos distrital e nacional

Familiares de pessoas desaparecidas poderão realizar a coleta de material genético no Distrito Federal entre esta segunda-feira (24) e sexta-feira (28). A ação faz parte da Mobilização Nacional de Identificação de Pessoas Desaparecidas.
No DF, o atendimento será realizado pelo Instituto de Pesquisa de DNA Forense (IPDNA), das 8h às 18h.
A iniciativa integra a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas e utiliza a coleta de DNA de familiares como uma das estratégias para auxiliar na identificação e localização de pessoas desaparecidas em todo o país.
As amostras são processadas e os perfis genéticos obtidos são inseridos nos bancos do instituto e no Banco Nacional de Perfis Genéticos. A partir daí, o material é comparado com perfis de pessoas vivas e de pessoas falecidas ainda não identificadas.
O material coletado é utilizado exclusivamente para fins de localização de pessoas desaparecidas e não é compartilhado para outras finalidades, como investigações criminais.
Mesmo quando não há identificação imediata, o perfil permanece cadastrado e continua sendo comparado automaticamente à medida que as bases de dados são atualizadas.
Quem pode fazer a coleta
A recomendação é que, sempre que possível, sejam coletadas amostras de pelo menos dois familiares da pessoa desaparecida.
Preferencialmente, podem participar mãe e pai biológicos; filhos biológicos, juntamente com o outro genitor; e irmãos biológicos que tenham o mesmo pai e a mesma mãe da pessoa desaparecida.
Na ausência desses parentes, outras possibilidades podem ser avaliadas individualmente pelos especialistas do IPDNA, de acordo com a composição familiar disponível.
Caso o cruzamento genético permita identificar uma pessoa viva, a família será comunicada oficialmente pelo instituto, em conjunto com a delegacia responsável pela ocorrência.
Se a correspondência resultar na identificação de uma pessoa falecida, a comunicação também será realizada pelo IPDNA e pela unidade policial responsável, que orientarão os familiares sobre os procedimentos legais.
Como é feita a coleta de DNA
O procedimento é simples e não exige jejum. Na maioria dos casos, a coleta é feita com um suabe, semelhante a um cotonete, ou uma pequena esponja passada na parte interna da bochecha para obtenção de células da mucosa oral.
Eventualmente, também poderá ser utilizada uma gota de sangue retirada do dedo.
Em determinadas situações, objetos de uso exclusivo da pessoa desaparecida que possam conter material biológico — como escovas de dentes ou dentes de leite preservados pela família — também poderão ser avaliados. A utilização dependerá das condições do material e da análise dos peritos.
Documentos necessários
No dia da coleta, os familiares devem apresentar documento de identificação, eventuais documentos da pessoa desaparecida e o memorando de solicitação da coleta fornecido pela delegacia, com referência à ocorrência de desaparecimento, ou o próprio boletim de ocorrência.
Menores de idade e familiares com limitações de compreensão ou entendimento deverão estar acompanhados pelo responsável legal.
O agendamento será feito preferencialmente pelas delegacias de polícia diretamente com o IPDNA.
Os familiares também podem entrar em contato pelos telefones (61) 3207-4362 e (61) 3207-4370, pelo WhatsApp (61) 98253-8016 ou pelo e-mail ipdnadesaparecidos@pcdf.df.gov.br.
Serviço
Mobilização Nacional de Identificação de Pessoas Desaparecidas — coleta de DNA de familiares
Quando: de 24 a 28 de agosto
Horário: das 8h às 18h
Local: Instituto de Pesquisa de DNA Forense (IPDNA)
Agendamento: preferencialmente por meio da delegacia responsável pela ocorrência
Telefones: (61) 3207-4362 e (61) 3207-4370
WhatsApp: (61) 98253-8016
E-mail: ipdnadesaparecidos@pcdf.df.gov.br


