Técnico italiano aceitou renovar contrato antes da Copa do Mundo e deve comandar novo ciclo até 2030, com foco na renovação do elenco

Carlo Ancelotti seguirá no comando da Seleção Brasileira após a eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O treinador italiano decidiu aceitar a renovação de contrato antes mesmo do torneio disputado na América do Norte e agora terá a missão de conduzir uma reformulação no elenco e na comissão técnica para o novo ciclo rumo ao Mundial de 2030.
Contratado em maio de 2025, Ancelotti teve pouco mais de um ano de trabalho antes da competição. A campanha brasileira terminou de forma precoce após a derrota para a Noruega, mas o resultado não alterou os planos do técnico, que classificou o momento como o início de uma nova etapa.
“Não é um fim, é o início de um novo ciclo”, afirmou Ancelotti. “O futebol é assim. Às vezes é preciso lidar com a tristeza de uma derrota. Estamos acostumados com isso e vamos transformar essa derrota em um novo impulso para o trabalho e para a evolução dos jogadores.”
O treinador foi o quarto comandante da Seleção Brasileira no ciclo encerrado após a Copa do Mundo. Antes dele, Ramon Menezes, Fernando Diniz e Dorival Júnior também passaram pelo cargo. A equipe enfrentou dificuldades para alcançar regularidade durante o período e registrou a pior campanha da história nas Eliminatórias.
Apesar da permanência de Ancelotti, a comissão técnica deve passar por mudanças. Davide Ancelotti, filho do treinador e atual auxiliar, deixará a função para comandar o Lille, da França. O preparador de goleiros Taffarel também pode deixar a equipe, após questionamentos internos relacionados à condução da lista de convocados da posição.
A permanência do coordenador de seleções Rodrigo Caetano ainda não está definida. Mesmo assim, o dirigente já projeta a necessidade de um planejamento mais amplo para o próximo ciclo. “Tenho de olhar mais para frente com esperança e expectativa que a gente tenha um ciclo mais normal, dentro daquilo que é ideal para o futebol e para o esporte de alto rendimento, que é você planejar com mais tempo e com mais calma”, afirmou.
A expectativa é que Ancelotti promova uma renovação gradual do grupo. Jogadores mais experientes, como Casemiro, Marquinhos, Danilo, Alex Sandro e Neymar, não devem estar na próxima Copa do Mundo, embora alguns ainda possam seguir na equipe durante parte do novo ciclo.
Entre os atletas que podem ganhar mais espaço estão o lateral-esquerdo Kaiki Bruno, do Cruzeiro, o zagueiro Vitor Reis, ligado ao Manchester City, e o atacante Rayan. Outros nomes observados pela comissão técnica incluem o zagueiro Natan, atualmente no Bétis, e o meio-campista Gabriel Sara, do Galatasaray.
O novo ciclo da Seleção Brasileira começa oficialmente em setembro, quando o Brasil disputará amistosos contra a Austrália. As partidas estão marcadas para os dias 25, em Townsville, e 29, em Brisbane. O objetivo será iniciar a preparação para a Copa do Mundo de 2030, que será realizada em Espanha, Portugal e Marrocos.
Créditos: Jornal de Brasília


