Ibaneis Rocha desiste de disputar o Senado nas eleições deste ano

Ex-governador do Distrito Federal afirmou que pretende se dedicar à vida pessoal e não deve concorrer a outros cargos eletivos

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Foto: Letícia Carvalho

O ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), informou nesta quarta-feira (8) que decidiu não disputar uma vaga no Senado nas eleições deste ano. A declaração foi dada em entrevista à TV Globo.

Ibaneis deixou o comando do Governo do Distrito Federal em março deste ano para cumprir o prazo de desincompatibilização exigido pela Justiça Eleitoral. A medida é necessária para ocupantes de cargos públicos que pretendem concorrer a outras funções eletivas.

Ao explicar a mudança de planos, o ex-governador afirmou que deseja dedicar mais tempo à vida pessoal. “Completo 55 anos na sexta-feira (10) e quero cuidar da minha vida”, declarou em mensagem enviada à emissora.

Ibaneis também afirmou que considera ter concluído sua missão à frente do Distrito Federal. “Fiz a minha parte pela cidade que amo e que me deu tudo. Passei pela pandemia, cuidei de muitas pessoas e agora preciso cuidar de mim”, disse.

Segundo o ex-governador, a decisão não se limita à disputa pelo Senado. Ele afirmou que não pretende concorrer a nenhum outro cargo nas eleições, incluindo uma possível candidatura à Câmara dos Deputados.

Com a desistência, Ibaneis encerra um ciclo de aproximadamente sete anos na política do Distrito Federal. Sua trajetória eleitoral começou diretamente no Executivo, sem passagem anterior pelo Legislativo.

Natural de Corrente, no Piauí, Ibaneis construiu carreira em Brasília como advogado. Antes de entrar na política, presidiu a seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF).

Em 2018, foi eleito governador do Distrito Federal ao vencer Rodrigo Rollemberg (PSB), que buscava a reeleição. Em 2022, conquistou um novo mandato ainda no primeiro turno.

Em janeiro de 2023, poucos dias após iniciar o segundo mandato, Ibaneis foi afastado temporariamente do cargo por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida ocorreu após os atos de 8 de janeiro e teve como fundamento uma possível omissão das forças de segurança do Distrito Federal.

Meses depois, o ex-governador foi autorizado a retornar ao comando do Governo do Distrito Federal, onde permaneceu até deixar o cargo em março deste ano.

Créditos: Tv Globo

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