Calor e baixa umidade no DF: veja como proteger a saúde durante o tempo seco

Hidratação, cuidados com a pele e atenção às vias respiratórias devem ser reforçados nos períodos de altas temperaturas e baixos índices de umidade

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Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

O período de calor e baixa umidade exige atenção redobrada dos moradores do Distrito Federal. Além do desconforto provocado pelas altas temperaturas, o ar seco pode afetar as vias respiratórias, a pele e os olhos e aumentar o risco de desidratação, principalmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças preexistentes.

Quando a umidade relativa do ar cai, as mucosas do nariz e da garganta tendem a ficar mais ressecadas. Entre os efeitos associados ao período estão irritação nos olhos, ressecamento da pele, sangramento nasal, tosse e agravamento de problemas respiratórios, como asma e rinite.

Por isso, alguns hábitos simples podem ajudar a reduzir os impactos do tempo seco na rotina.

Hidratação deve ser prioridade

Uma das principais recomendações é aumentar a ingestão de água ao longo do dia, mesmo quando não houver sensação de sede.

Crianças e idosos merecem atenção especial porque estão entre os grupos mais vulneráveis à desidratação e aos efeitos das temperaturas elevadas. O Ministério da Saúde também recomenda que atividades ao ar livre sejam programadas, sempre que possível, para os horários mais frescos do dia.

Roupas leves e adequadas ao calor também ajudam o organismo a lidar melhor com as temperaturas elevadas.

Exercícios físicos exigem atenção

Nos períodos mais críticos de baixa umidade, atividades físicas ao ar livre devem ser evitadas, principalmente nos horários de maior calor e exposição ao sol.

A Defesa Civil Nacional orienta evitar exercícios ao ar livre e exposição ao sol entre 10h e 17h durante episódios de baixa umidade.

Quem pratica caminhada, corrida ou outros exercícios externos pode priorizar o início da manhã ou o fim da tarde, quando as condições costumam ser menos severas.

Pele, olhos e nariz também sofrem com o tempo seco

O ressecamento não afeta somente as vias respiratórias. Pele e olhos também podem apresentar desconfortos durante os períodos de baixa umidade.

Para reduzir os efeitos na pele, a recomendação inclui evitar banhos muito quentes e utilizar hidratantes quando necessário. Manter uma boa ingestão de líquidos também é fundamental.

O ar seco também pode causar ardência, vermelhidão e sensação de areia nos olhos, além de favorecer o ressecamento das mucosas do nariz e da garganta.

Como deixar a casa mais confortável

Dentro de casa, alguns cuidados também podem contribuir para reduzir o desconforto.

A orientação da Defesa Civil é manter os ambientes limpos e arejados. Como o tempo seco favorece maior concentração de poeira, ácaros e fungos, a recomendação é utilizar pano úmido durante a limpeza em vez de varrer e levantar partículas de poeira.

Umidificadores podem ser utilizados, assim como recipientes com água ou toalhas úmidas nos ambientes. O uso desses recursos, porém, deve ser equilibrado para evitar excesso de umidade e favorecer a formação de mofo.

Atenção especial aos grupos mais vulneráveis

Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas precisam de atenção maior durante episódios de calor intenso. A oferta frequente de líquidos e a permanência em locais mais frescos estão entre as recomendações do Ministério da Saúde.

Pessoas que já apresentam problemas respiratórios também devem observar possíveis alterações nos sintomas durante o período seco.

Cuidados simples ajudam a enfrentar o período seco

Durante os dias de calor e baixa umidade no Distrito Federal, algumas medidas podem fazer parte da rotina: beber água regularmente, evitar exposição prolongada ao sol, reduzir atividades físicas nos horários mais críticos, utilizar roupas leves, hidratar a pele e manter os ambientes limpos e arejados.

Além dos impactos à saúde, períodos de baixa umidade também aumentam a preocupação com incêndios em áreas de vegetação. Em caso de incêndio florestal, a orientação é acionar o Corpo de Bombeiros pelo 193 ou a Defesa Civil pelo 199.

Fontes: Ministério da Saúde e Defesa Civil Nacional.

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